A minha fotografia
Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ATENÇÃO:

Todas as Actividades Radicais, envolvem muitas horas de prática e utilização de material devidamente testado e aprovado pelo fabricante. Assim, não é recomendável que alguém pratique ou tente praticar algumas destas Actividades, sob pena de, por falta de experiência, ocorrerem acidentes que vêm a prejudicar o praticante e terceiros. Lembro que a prática de Actividades Radicais por parte de um principiante, deve ser acompanhada de perto por um especialista mais experiente e de preferência habilitado para o efeito.

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012


Treino de TPV em Tomar
Organização: CEPPRT

Joaquim Francisco - VETERANO

Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Mola de fixação de Protecção de Corda e Ganchos Laterais de Capacete

Depois de vários anos a praticar Espeleologia e a manejar os vários acessórios que temos ao nosso dispor, lembrei-me testar duas peças artesanais, que têm em vista ajudar os praticantes a ter material a baixo custo. Uma mais importante do que outra, é certo, mas mesmo assim, muito úteis em algumas ocasiões. Refiro-me concretamente à Mola que mantém uma Protecção de Corda fixa à corda, mesmo que esta se movimente e, os ganchos que seguram as Lanternas Frontais ao Capacete.
Mola de fixação de uma Protecção de Corda
Como é sabido, uma corda necessita de uma protecção para evitar que a mesma roce na rocha (tendo em vista evitar desgaste e/ou cortes). No entanto, se a referida Protecção de Corda não estiver fixa, os movimentos de vai vem (elasticidade da corda) provocado pelo próprio movimento do Espeleólogo (normalmente ao efectuar a sua subida) fazem-na deslocar-se e assim por em perigo a corda pois, muito provavelmente esta irá ficar desprotegida e consequentemente, roçar na rocha. Para evitar esta situação, as protecções de corda de marca, têm uma pinça (mola) que as fixa à corda. O que fazer nas protecções de corda artesanais? Fácil… Utiliza-se a chamada Mola de Orelhas Metálica (Fotografia 1 e 2).
Testei com sucesso esta minha ideia e como se pode ver na fotografia 3 muito fácil de aplicar.
Genial não é?...

Ganchos Laterais de Capacete para fixar Lanternas Frontais
Alguns Capacetes que estão à venda no mercado, não têm grampos laterais para segurar o elástico de uma Lanterna Frontal. Assim, conforme se pode ver nas Fotografia 1 e 2:
bastam 4 Clipes para obtermos uma fixação do Frontal (veja-se Fotografia 3 e 4).
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Realmente, esta é para mim a solução para o caso de termos adquirido um capacete simples e barato para a prática das mais diversas actividades, nomeadamente Espeleologia. Simples, rápido e acima de tudo barato…
Chamo a atenção que estas ideias têm de ser bem ponderadas. As minhas ideias estão transmitidas mas cada um, deve testar as suas funcionalidades. No caso das Molas de Fixação, estas devem ter uma medida correcta (largura da Corda) e serem de boa qualidade para que elas próprias não cortem a corda.
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No caso dos Clipes, as pontas podem ser retorcidas com um alicate de bicos para ficarem arredondadas, tendo em vista evitar o bico e, consequentemente, aleijar sem querer o utilizador do capacete. A medida dos Clipes também pode variar, podendo ser utilizado tamanhos mais pequenos.
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Joaquim Francisco – Tomar - 2011-10-24 (Apoio: CEPPRT Tomar)

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

FATO de ESPELEOLOGIA - MODELO CUETO

Fato de Espeleologia Modelo CUETO
Este Fato de Espeleologia, fabricado pela RODCLE tem como principais características, a resistência associada à respirabilidade. O Material é bastante leve o que o torna, por sua vez, bastante apetecível na relação preço / qualidade.
Principais características:
Material - Poliamida respirável e de alta resistência.
Bolsos - Dois interiores na zona do peito, duas bolsas interiores nos joelhos, bolso exterior com duplo fecho.
Tem capucho.
Preço - 112,00 €

Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

CINTO de ESCALADA AERO-TEAM III da BEAL


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- Preço recomendado - 34,90 €
- Regulável para todos os tamanhos, fivelas auto-bloqueantes.
- Reforços em espuma ao nível das coxas e da cintura.
- 2 porta-material.
- 3 anos de Garantia
- Resistência - 300 Kg
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Recomenda-se este modelo a associações e praticantes de escalada, ao nível da iniciação. A sua principal característica é a eficiência e rápida equipagem, graças às suas 3 fivelas auto-bloqueadoras reguláveis. É também muito confortável ao nível das coxas e da cintura.

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Convívio na Bajanca

Clica na foto para ver as fotografias

Domingo, 22 de Junho de 2008

Convívio na Nazaré

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

MYO XP - Petzl

Links: http://en.petzl.com/petzl/LampesNews?News=99
http://www.barrabes.com/emultimedia/pdfs/E83P_MYOXP_E83500-E.pdf
Tipo de Iluminação: 3 níveis - curto e longo alcance e potente. Modo boost. 1 LED 3 watt.
Alcance: 45 m - 65 m com o boost (sistema que intensifica ainda mais a luz).
Autonomia: Entre 70 e 170h. 3 pilhas AA. Tem um indicador de carga.
Características: 175 g com a caixa de alimentação (atrás) mais as pilhas.
Garantia: 3 Anos
Fabricante: PETZL
Preço: +/- 60,00 €
Colocadas as Pilhas, "click" no botão e eis que se fez (quase) dia na sala escura. Realmente é impressionante a potência desta "pequena maravilha" a que damos o nome de Frontal. Vale bem o preço. Fácil de colocar no Capacete, trás ainda um tirante elástico que se pode adaptar ao topo do mesmo "Topstrap". Quanto ao seu sistema óptico, a lâmpada pode iluminar com ou sem um difusor de luz, o que origina dois tipos de foco (difuso ou localizado).

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Cadeiras "Improvisadas"

Introdução: As Cadeiras, são alternativas ao Arnês ou Baudrier. São normalmente feitas de Corda Dinâmica ou Fita Tubular, de elaboração simples ou complicada. A Fita Tubular deve ser o material a utilizar, em virtude de ser mais cómoda, aquando da sua utilização (quando estamos "pendurados", o peso do nosso corpo vai originar grande tensão na coxa e região lombar por parte da Fita). A Corda é mais agressiva em termos de conforto. Utilizando só 4 a 5 metros de Fita, é uma boa alternativa para quem tem poucos recursos financeiros, no entanto, deve ser só utilizada numa urgência ou se for estritamente necessário. Nota: A sua montagem ou colocação deve ser acompanhada por alguém mais experiente e conhecedor das características do material.


Figura 1 e Figura 2: A montagem de ambas as Cadeiras, é extramamente simples. Como se pode reparar, nos dois casos, a fita é preparada de maneira a utilizar um Mosquetão para "apanhar" as pontas. O Nó para "atar" as pontas da Fita é o Nó de União (Ver lateral esquerda).
Figura 3: Mostra uma Cadeira mais elaborada. De notar as várias voltas que a Fita dá que vai dar mais resistência e segurança à montagem.

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Nó de Travamento

Introdução: O Nó de Travamento, é uma técnica que consiste no aproveitamento da corda que estamos a utilizar na descida ou subida para que, através de uma ou duas “laçadas” com a mesma, no descensor Stop ou Simples, nos ancoramos (paragem) em segurança.
Foto1: Conforme se pode constatar neste exemplo, estamos a utilizar um Descensor Simples (não esquecer de utilizar um Shunt, como apoio aos dois pontos de segurança). A corda, pela qual se está a descer, vai então ser utilizada para se efectuar o Nó (laçadas) que vai servir de sustentáculo (travamento).
Foto2: Nesta 1.ª fase do Nó, a corda (ponta solta) vai passar entre a corda (que vem de cima) e o Descensor Simples. Nesta 1.ª “laçada”, vai ter se utilizar alguma técnica, nomeadamente o segurar da Corda e o Simples com a mão esquerda, já que a mão direita vai ser utilizada para dar as voltas necessárias (laçadas) à outra ponta da corda. Basicamente, basta utilizar a palma da mão esquerda para pressionar a corda que vem de cima, contra o Descensor Simples enquanto os dedos indicador e médio da mesma mão, servem de “gancho” para apertar. De referir que quando se dá a “laçada”, se afastam os referidos dedos ligeiramente para a deixar passar. (A corda como se pode ver, passa por detrás do Descensor Simples)
Foto 3: Dada a 1.ª “laçada”, vamos utilizar novamente a ponta solta da corda, dobrá-la (tipo argola) e faze-la passar (em baixo) entre os dois mosquetões utilizados, primeiro no mosquetão de apoio ao Rapel (Nota: O mosquetão de apoio ao rapel deve ser de aço) e a seguir no mosquetão do Descensor Simples (ver EPI-Equipamento de protecção individual - Vestir o Equipamento - Foto 5).
Foto 4: Como se pode constatar, temos uma "argola"suficientemente grande para dar outra "laçada" no Descensor Simples. Foto 5: Utiliza-se como já se viu, a palma da mão esquerda para pressionar a corda que vem de cima, contra o Descensor Simples enquanto os dedos indicador e médio da mesma mão, servem de “gancho” para apertar. Aquando da “2.ª laçada”, afastam-se os referidos dedos ligeiramente para a deixar fazer.
Foto 6: O Nó de Travamento está feito. Esticada a corda (ponta solta), pode-se em segurança, trabalhar no que for necessário, utilizando ambas as mãos.
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Nota: Este Nó, deve ser praticado em segurança. Solicitar sempre que possível a ajuda de um colega mais experiente. Utilizar sempre equipamento recomendado e específico para a prática das actividades. Verificar periodicamente o estado das cordas e do restante equipamento.
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Agradeço a colaboração do colega Artur Delgado.
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Domingo, 23 de Setembro de 2007

EPI - Equipamento de Protecção Individual - "vestir o equipamento"

Agradeço a colaboração do colega João Hintze Delgado que tirou as fotografias.
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Foto 1: O acto de "vestir" o Cinto, requer uma certa atenção, na medida em que é nele que se vai exercer todo o peso do nosso corpo. O mesmo tem de estar bem ajustado às pernas e cintura pois ao estarmos "pendurados" numa corda, tudo alarga um pouco, não podendo ser demais. Todas as ligações (tiras) que ligam o corpo do Cinto, devem estar protegidas para evitar cortes por fricção. O cuidado a ter com o cinto passa também por vistorias periódicas à sua estrutura, tendo em vista a nossa Segurança. (Na foto o Cinto já tem colocado o Demiron)
Foto 2: Depois do Cinto estar "vestido", vai-se colocar no Demiron (D em aço ou alumínio), a Enérgica ou Longe (corda dinâmica em V, artesanal na foto) - (e do lado esquerdo do Croll para facilitar os movimentos com os outros aparelhos) e o Croll (lado direito da Longe). Ter especial atenção para a colocação do Croll (ver posição do boneco gravado no aparelho) e enroscar bem o parafuso do Demiron. Vistoriar bem este equipamento, antes de efectuar uma descida, é fundamental, por questões de máxima segurança.


Foto 3 e 4: A postura da Fita ou Torse, vai permitir manter o Croll bem posicionado. A sua colocação, deverá ser acompanhada por um colega, no sentido de não ficar torcida. Lembro, que quanto mais esticado ficar, aquando de uma subida, mais fácil se efectua a mesma.
Foto 5: O descensor Simples ou Stop - Após a sua colocação (do lado direito do Croll e apoiado por um mosquetão), deverá existir o cuidado de observar se está bem direccionado (ver desenho gravado no aparelho) e fechar os mosquetões (rosca). Tanto o colocado com o Stop ou Simples, como o de Apoio ao Rapel (esquerda na fig.), após a introdução da respectiva corda, no mesmo (aquando da descida). NOTA 1: A utilização do Simples, requer a utilização do Shunt, não utilizado nesta situação, mas é no entanto um aparelho fundamental para a descida com cordas (este aparelho deve ser utilizado na ponta curta da Longe ou Enérgica). Nota 2: A utilização do Stop, deve ser acompanhada com o máximo de atenção pois este aparelho tem uma dupla funcionalidade (Shunt e Simples). Assim, por motivos de segurança, poderá ser utilizada como recurso, uma cordeleta ou fita e fazer o nó Marchard ou Prussik (ver barra lateral esquerda deste Blog). Nunca é demais recordar que devemos ter sempre dois pontos de segurança aquando da descida, da subida e nas passagens fraccionadas.
Foto 6: Colocação do Punho - Este aparelho, não vai fazer falta para a descida, mas tem de estar devidamente bem colocado (para fácil utilização, caso necessário). A sua correcta colocação, é numa ponta da Longe ou Enérgica (a mais curta) De notar que "agarrado" ao Punho, está o Pedal. Ambos os aparelhos, juntamente com o Croll, fazem parte do conjunto utilizado para subir por cordas. NOTA: Numa descida, se nos bloquearmos, pode ser utilizado como auxiliar e ajuda ao desbloqueio.
Foto 7: Com o equipamento "vestido" e depois de se efectuar uma nova observação para ver se tudo está bem montado, estamos preparados para nos aproximar da parede ou buraco da gruta e por motivos de segurança, devidamente seguros à corda com os aparelhos (Shunt por exemplo). NOTA: NÃO ESQUEÇER A COLOCAÇÃO DO CAPACETE e Não esquecer os dois pontos de segurança.
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Mais de 110 Visitantes no 1.º Dia de Exposição. Está assim de parabéns a Organização. Os mais de 300 Visitantes que visitaram esta mostra, durante a semana, poderam perceber deste modo, o que é o Mundo Subterrâneo, como se formam as concreções calcárias no seu interior e em que consiste a Espeleologia.
Panorâmica geral da Exposição - Peças de Calcite:
Estalactite, Estalagemite e tubulare.
16 Fotografias e projecção de slides

Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

Sábado, 21 de Julho de 2007

Arnês - ver Cinto


.........Topo

Amarração

Para descer a uma gruta ou fazer Rapel numa parede ou rocha, têm de se tomar algumas medidas defensivas, com o intuito de minimizar acidentes (quedas). Uma das medidas, é tentar sempre que possível, arranjar dois (2) pontos de fixação. Esta medida prevê que se uma Fita, Mosquetão ou Ponto de apoio, ceder, temos sempre um ponto de apoio alternativo.
- Na Figura 1, temos como exemplo a utilização de duas árvores. A Corda - B, com dois (2) Nós de 8, terminam com um Mosquetão - C que por sua vez se seguram numa Fita - A. A fita tem de ficar o mais curta possível a fim de evitar ao máximo atritos com rochas ou outros obstáculos.
- Na Figura 2, o exemplo utiliza uma parede de rocha (plana) (*) em que os dois pontos, neste caso Plaquetes - A, sustentam os dois Mosquetões - C, que ligam à Corda - B através dos Nós de 8. Tal como foi dito para as fitas, os Nós de 8, também devem ter as argolas do nó o mais curto possível, para evitar ao máximo, possíveis atritos na Rocha. De referir que utilizar o Nó de 8 e não o mais seguro Nó de 9, tem em vista o mesmo efeito de evitar atritos nas paredes aquando da oscilação da Corda (ao descer ou ao subir pela mesma).























Nota: Algumas vezes, existe a necessidade de efectuar Fraccionamentos com a corda e ao longo do percurso, tendo em vista "afastar" a referida corda da "parede" afim de eviar mais uma vez, o atrito. Um fraccionamento não é mais do que um "desvio" que obriga a uma nova Amarração (utilização de Nó de 8, Plaquete e Mosquetão, por exemplo). Nestes casos poder-se-á utilizar só um ponto de fixação (se for a continuação da mesma corda). Ter muita atenção às manobras defensivas de passagem dos aparelhos de uma Corda para a "continuação" da mesma.
O Alonjamento no Mosquetão, (ver Longe ou Enérgica) deve ser uma prioridade.
Em certos casos também se poderá utilizar uma Protecção de Corda (ver).

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Capacete



O Capacete previne acidentes sérios, protegendo a cabeça do escalador, de objectos (pedras ex.) que desabem ou de uma eventual queda. Os capacetes de escalada são leves, ajustáveis à cabeça e forrados com espuma. Podem ser colocados nos mesmos, focos de luz (Frontais).

Cinto, Baudrier ou Arnês

É uma "cadeira" de fitas de nylon que distribui a tensão causada pelo peso do corpo na cintura (região lombar da coluna) e virilha (região próxima da coxa). Além de ser o nosso grande auxiliar de segurança, pois todos os aparelhos directa ou indirectamente estão seguros a ele, o Cinto vai igualmente ajudar a transportar quase todo o material que necessitamos, pois o mesmo tem presilhas e argolas em nylon preparadas para o efeito.
Reparar no Demiron colocado nas pontas do Arnês.

Corda Estática e Corda Dinâmica



As cordas mais utilizadas na Escalada e Rapel são fabricadas com fibras sintéticas, como nylon e perlon, devido à alta resistência e elasticidade. Por norma as medidas de 10,5 mm até 12 mm, são as mais utilizadas. Para Escalada deve-se utilizar Corda Dinâmica (côr vermelha) pois a sua elasticidade ajuda o amortecimento e tenção excessiva em caso de queda. Para Rapel e Espeleologia (concretamente) a Corda Estática (côr branca) é a mais aconselhada.
...................Ver Nó de Oito (Barra lateral direita)

Cordeleta

Corda mais fina unicamente utilizada como apoio, improvisos de última hora ou amarrar as proteções móveis. Em virtude da sua resistência ser menor (espessuras na ordem de 2 mm a 8 mm), não deve ser utilizada para aguentar o peso de uma pessoa. A quantidade de cordeleta deverá rondar os 20 a 30 metros.




Croll ou Basic

É um ascensor blocante para uso em subidas por uma corda ou na tração de cargas. Fica preso através do auxílio da fita (torse) na ponta superior e preso ao Demiron na ponta inferior. Este aperta as fivelas do Cinto ou Baudrier de escalada. Tem um sistema de gatilho ligado a uma "língua" dentada que bloqueia a corda, quando esta faz tracção no sentido descendente. (Trabalha em simultâneo com o Punho)

Demiron

Utilizar um mosquetão normal para fechar o arnês (cinto) é perigoso pois poder-se-ia partir com movimentos bruscos, .
O arnês deve ser equipado com um demiron de 10mm em aço inoxidável e com fecho de rosca. A rosca deverá ir sempre por baixo. Sobre o Demiron irão montados o Croll, o Descensor, a Enérgica (longe), o travão e as fivelas do arnês.
Maillones mais finos (Delta) servem para prender o Pedal ao Punho e o Croll ao Torce. Às vezes as roscas dos Maillones não se conseguem fechar ou desapertar. Para estas ocasiões será útil levar um alicate ou uma chave inglesa.

Descensor - ver Stop







Estribo - ver Pedal


......Topo

Fitas

As Fitas, são feitas tal como as cordas de material muito resistente. A sua utilidade nas ancoragens e amarrações é muito importante pois vão ser os elos de ligação entre uma saliência de uma rocha ou de um tronco de árvore (as fitas "abraçam" os mesmos) e a corda que nos vai servir para descer ou subir. São assim muitas vezes, o primeiro ponto de segurança. A figura mostra a construção do nó que deve ser utilizado (resistente, não de desfaz em carga e é fácil de desfazer quando não necessário). ATENÇÃO: Deve-se dar a medida de um palmo às pontas da FITA e inclusivamente, dobrar uma das pontas para dentro do nó (esta operação vai ajudar a desatar o mesmo).

Frontal

Ponto de iluminação posicionado no capacete e que permite uma boa e necessária iluminação, dentro de cavidades e grutas. Alimentado por pilhas ou bateria. A sua resistência e a durabilidade da carga são factores a ponderar e de grande importância aquando da compra deste aparelho. Presentemente os “led’s” vieram revolucionar a equipagem a este nível pois a sua durabilidade, economia no consumo de energia e luminosidade, põem em causa a utilização ou não do “velhinho” Gasómetro. Há quem defenda que já não faz sentido a utilização do mesmo. Pesado, incomodo no transporte, poluente, e complicado ao fim de algumas horas de utilização, quando o bico da chama começa a entupir. Em defesa surge só o seu maior poder de iluminação. Seja como for, o ideal é ter duas fontes de luz. (ver Capacete)




Gasómetro (carbureto)


O Gasómetro de acetileno para funcionar, necessita de pedras de carbureto (C2Ca). Este composto não se encontra na natureza, mas pode ser obtido num forno de altas temperaturas (2000º - 3000ºC), com cal e carbono. Em contacto com a água, produz um gás inflamável. O pó de carbureto converte-se em hidróxido de cálcio, resíduo que danifica e afecta o meio subterrâneo, não se deve portanto despejar o conteúdo do Gasómetro no interior das cavernas para não alterar o seu frágil ecossistema. O funcionamento: introduzidas as pedras no depósito inferior, este fecha-se enroscando-se o depósito de água (superior). A água vai lentamente se misturando com o carbureto. Uma carga de 300 gm de carbureto (2/3 de capacidade do depósito), pode dar para 5 a 6 horas de boa luz.

Grampos ou Spits e Plaquetes



Sendo um elemento de protecção, que juntamente com os parafusos e as plaquetes, formam a base da ancoragem, os grampos ou spits são normalmente fabricados de aço e são como que uma “bucha”. Para fixá-los à rocha devemos usar um perfurador com martelo. Após a introdução de todo o corpo do grampo na rocha, devemos enroscar o parafuso numa plaquete “chapa em aço inox” preparada de forma a se poder inserir um mosquetão, pois a sua forma em "argola" assim o permite ou preparada para "bloquear" uma ponta de corda devidamente preparada para o efeito (na ponta na corda deve ser feito um nó de oito) .







Longe ou Enérgica


Fita constituída por duas vias em Y, uma mais curta (30 cm +/-) do que a outra mais longa obviamente (50 cm +/-) e com ambas as pontas preparadas para a aplicação de mosquetões. Ambas as vias servem para ligação a aparelhos (Punho, Shunt) ou efectuar ancoragens.
A primeira imagem mostra uma Longe "artesanal" em que se deve utilizar corda de 10 mm Dinâmica. Os nós utilizados são o nó de oito.
De referir que o aparelho Maillon Delta ou Demiround que se vê na imagem com o formato de um D vai ser utilizado para
unir as pontas do Cinto.
Longe Artesanal

Longe Kong

Longe Petzl

As Grutas e suas formações geológicas

O interior de terra, sempre inspirou a fantasia humana. Lendas e narrativas afirmam que as Cavernas são habitadas por diabos e fantasmas e que por elas se pode atingir o centro da Terra. Na realidade, as Cavernas ou Grutas, só aparecem na crosta terrestre. É difícil e perigoso penetrar e explorar tais grutas, mas o interesse que elas despertam provocou o aparecimento de uma Ciência dedicada exclusivamente ao seu estudo: A espeleologia. A formação das cavidades deve-se à penetração de água na crosta terrestre, escavando desse modo câmaras e galerias. Nas cavernas mais importantes, existem inclusivamente lagos e rios subterrâneos. As grutas surgem mais facilmente em terrenos calcários, os quais são mais facilmente dissolvidos pela acção da água (a corrosão do calcário por água ligeiramente ácida, origina à sua passagem, câmaras e túneis sinuosos. Muitos seres, entre eles o homem, utilizaram-nas como abrigo. Os achados arqueológicos encontrados (pinturas rupestres, exp.) são disso testemunho. Todos sabem que os Morcegos habitam as grutas e cavernas, mas na América do Sul, é conhecida a existência de um curioso pássaro cujas características estão bem adaptadas, para viver no escuro: O Guacháro. Além dos insectos, crustáceos, algas e limos fosforescentes, nos lagos subterrâneos também existem batráquios e peixes, desprovidos de olhos é disso exemplo o Olm ou Proteus. Assim, como já foi referido, as grutas surgem em zonas constituídas por rochas sedimentares moles, principalmente calcárias. As correntes de água infiltram-se e dissolvem o material do solo, formando uma série de buracos. A água que penetra nessas cavidades e goteja dos seus tetos, contem minerais dissolvidos. Á medida que a água evapora, esses minerais vão dando origem a formações petrificadas em que as mais encontrados são: Estalactites, Estalagmites, Colunas, Excêntricas, Bandeiras, Gours.